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Proprietários que desejam vender ou alugar devem cadastrar unidade no site do empreendimento As placas de venda de imóveis foram tema de uma assembleia em um condomínio no Morumbi, região sul de São Paulo. Para a síndica Priscila Gargalak, quanto mais placas, maiores são as chances de fraude. “Qualquer bandido pode se fingir de corretor […]

Proprietários que desejam vender ou alugar devem cadastrar unidade no site do empreendimento

As placas de venda de imóveis foram tema de uma assembleia em um condomínio no Morumbi, região sul de São Paulo. Para a síndica Priscila Gargalak, quanto mais placas, maiores são as chances de fraude. “Qualquer bandido pode se fingir de corretor e entrar aqui pela porta da frente. Todo mundo quer fazer negócio o mais rápido possível, mas ninguém quer ter seu apartamento assaltado”, diz.

No condomínio de 108 apartamentos a regra é que quem quer vender ou alugar seu imóvel deve cadastrá-lo na intranet do empreendimento. Os seguranças do prédio têm uma lista de corretores autorizados a entrar no residencial onde, além do nome, consta o número de registro no Creci-SP e o horário de visita.

Não são permitidos anúncios nem no entorno do condomínio. “Esses tempos um proprietário colocou um anúncio no poste em frente ao prédio. Arrancamos”, conta Priscila.

Marcelo Mathuk, de uma grande administradora de condomínios de São Paulo, diz que os porteiros dos condomínios administrados pela empresa são orientados a nunca fornecer informações sobre o imóvel, nem entregar cartões de visita. “É algo que desvia a atenção e, por isso, prejudica a segurança”, explica.

Dispondo ou não de intranet, a lista de corretores com permissão para entrar nos imóveis também é recomendada pelo Secovi-SP. De acordo com Luiz Fernando Gambi, a apresentação de cartões falsos, inclusive com número do Creci, é bastante comum.

“Já soube de casos em que o zelador utilizou o expediente para entrar com um suposto corretor em um apartamento que estava vazio. O assaltante o amarrou e foi invadir outras unidades”, conta.

Exclusividade – Ainda que a atuação de muitas imobiliárias possa ser uma solução de divulgação esteticamente eficaz, para Gambi a exclusividade dos serviços de intermediação de venda e locação, comum no exterior, é o melhor caminho para evitar transtornos.

“Ao optar por um contrato exclusivo, você tem direito a cobrar um serviço efetivo e a comunicar o que vai querer em contrapartida”, esclarece.

Ele acrescenta que o proprietário pode solicitar relatórios semanais à imobiliária, que apresentam dados como o número de ligações, a opinião de quem visita o imóvel e o perfil do comprador. “Você vai pagar por um bom serviço e ter como garantia o serviço da imobiliária, que terá profissionais que se responsabilizam pelos dois lados, o do comprador e o do vendedor”.

Quem adota a exclusividade de serviços de venda e locação também não teria desvantagens. “Às vezes, uma placa pode significar uma rede de cem imobiliárias.”

 

Fonte: O Estado de S. Paulo

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