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A casa de máquinas possui regras próprias e deve ter acesso restrito, pois tem importância vital no dia a dia do condomínio A casa de máquinas – local do edifício destinado à colocação do equipamento de tração, do quadro de comando e demais componentes do elevador – é um ponto extremamente importante para o condomínio e, por […]

A casa de máquinas possui regras próprias e deve ter acesso restrito, pois tem importância vital no dia a dia do condomínio

A casa de máquinas – local do edifício destinado à colocação do equipamento de tração, do quadro de comando e demais componentes do elevador – é um ponto extremamente importante para o condomínio e, por isso, tem legislação que deve ser seguida ao pé da letra. Por meio delas, os síndicos e, em especial, as empresas de manutenção, têm um conjunto de informações nos quais se basear para os cuidados com esta área tão pouco conhecida da maioria dos moradores.

No Rio de Janeiro, por exemplo, a instrução RIOLUZ/DTP/GEM número 001, de 7 de fevereiro de 2006, que trata das condições mínimas da instalação e da edificação para liberação de certificado de funcionamento de aparelhos de transporte, orienta para normas técnicas construtivas e de manutenção da casa de máquinas, destacando que devem ser plenamente atendida a NBR NM 207, da ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas.

Apesar de sua relevância, a casa de máquinas ainda desperta dúvidas em muitos síndicos.

Ubiracy Fernandes, do Condomínio Sevres, na Tijuca, Rio de Janeiro, tem um projeto já pensado para modernizar os dois motores e o quadro de elevadores. Quer fazer uma reforma: “Não é uma área de circulação, então é mais para reorganizar”, explica. Mas ele tem dúvidas.

“Gostaria de saber o que pode ser colocado que não comprometa as instalações, o que é permitido? Por exemplo: sei que tem de ter extintor, mas qual?” – pergunta.  E ele não está sozinho.

Não é depósito – Segundo o diretor comercial Marcelo Lemos, que atua há 15 anos com reformas e modernizações de elevadores, motores e instalações elétricas, é comum que os síndicos tenham dúvidas sobre os cuidados com o local.

“Encontramos materiais de todo o tipo na casa de máquinas. Muitos acham que pode ser utilizado como depósito. Mas, não pode”, orienta.

Ele explica que, conforme a legislação que rege o mercado de elevadores na cidade do Rio de Janeiro, a casa de máquinas e a casa de polias devem ser mantidas limpas e livres, não sendo permitido seu uso para guarda de qualquer tipo de material, exceto os estritamente necessários para a conservação dos aparelhos de transporte do prédio. Não é permitido também que a casa de máquinas sirva de passagem para outro compartimento contíguo”, detalha.

Quanto ao extintor, o especialista diz que existe a obrigatoriedade de manter no local o modelo CO2, acrescentando que este deve estar dentro da validade.

Lemos diz que é importante o condomínio ter confiança na contratação de uma empresa mantenedora de seus elevadores, devidamente legalizada, com registro de engenharia junto ao Crea (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia), pois cabe a ela a responsabilidade pela boa utilização da casa de máquinas.

“É proibido que terceiros não autorizados tenham acesso a ela. Assim, infiltrações, extintores fora da validade, vidros basculantes quebrados, depósitos irregulares ou quaisquer outros problemas devem ser informados ao síndico para que este tome as providências necessárias”, diz.

Ele esclarece ainda que é imprescindível observar se o local têm uma área de ventilação, pois nos dias de maior temperatura os equipamentos podem vir a danificar-se por ventilação deficiente.

Regras de segurança – Todos os parâmetros para os cuidados básicos com o local estão estabelecidos pela ABNT, e para quaisquer projetos de modernização de elevadores é importante que as empresas sigam tais diretrizes. “Trabalhamos a partir de determinações da NM 207/99, da ABNT, em relação aos equipamentos”, completa.

No Condomínio Alfa Classic, na Barra da Tijuca, também no Rio, o síndico Ivany Tancredo, tem controle rígido sobre o local. “Só o pessoal técnico de elevador, de interfone e antena coletiva, que desde a construção possuem ali a instalação de seus equipamentos, têm acesso à casa de máquinas. E, mesmo assim, só quando há algum problema a resolver”, afirma.

O síndico considera a casa de máquina dos elevadores, assim como a das bombas de água do prédio, pontos estratégicos, pois qualquer problema que ali ocorra afeta diretamente não só a vida dos condôminos, mas do edifício em geral.

“Atualmente estamos realizando a reforma e modernização total dos nossos elevadores, com a expectativa de termos uma casa de máquina de última geração, totalmente em acordo com a norma da ABNT. O que significa que estaremos assumindo uma enorme responsabilidade com a preservação do nosso novo sistema de comando de elevadores dentro destes padrões de segurança e modernidade. Se o cuidado já era grande, agora será ainda maior”, garante.

Atenção às normas

A adequação às exigências e normas ABNT garante tranquilidade e segurança aos usuários.

  • NBR 16.042

A nova norma ABNT, a NBR 16.042, entrou em vigor no dia 3 de abril de 2013 e é direcionada à instalação, prevenção, reparo e funcionamento de elevadores em novas edificações. Ela detalha as regras de segurança para a construção e instalação de novos elevadores sem a casa de máquinas.

  • ABNT NBR NM 207/1999

Esta norma especifica as regras de segurança para a construção e instalação de elevadores elétricos novos instalados permanentemente servindo pavimentos definidos. Ela detalha as regras de segurança para a construção e instalação de novos elevadores com casa de máquinas.

Publicado em Empreendimento por iCondominial | Nenhum comentário

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