icondominial

Somos campeões mundiais de raios. São 50 milhões por ano. Por falar nisso, como estão os para-raios de seu condomínio O ditado popular diz que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar. Figurativamente até pode ser, mas com raios de verdade toda prevenção é necessária – até porque eles podem, sim, cair mais […]

Somos campeões mundiais de raios. São 50 milhões por ano. Por falar nisso, como estão os para-raios de seu condomínio

O ditado popular diz que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar. Figurativamente até pode ser, mas com raios de verdade toda prevenção é necessária – até porque eles podem, sim, cair mais de uma vez no mesmo espaço.

O Brasil é um dos lugares em que essas descargas elétricas mais gostam de aterrissar: todo ano são cerca de 50 milhões de raios que caem no país, a maior taxa do mundo.

E, além do risco de vida que correm aqueles que são atingidos direta ou indiretamente pela descarga, os raios representam perigo para árvores e construções. Como, então, minimizar os riscos?

Evitar problemas com raios é tarefa do para-raios, um equipamento essencial (e obrigatório) em prédios.

Lugares altos – “É prevista a obrigatoriedade de para-raios em todos os edifícios de uso coletivo”, explica Paulo Rewald, diretor de Normalização do Secovi-SP (Sindicato da Habitação).

Isso acontece porque raios têm propensão a cair em lugares altos, e a existência de um para-raios em determinado prédio não garante a segurança das edificações ao redor. A instalação fica a cargo de uma empresa especializada e precisa cumprir a norma técnica correspondente. Inspeções periódicas também são obrigatórias.

Descarga em segurança – O para-raios atua como um “amortecedor” de descargas elétricas. Ele é uma estrutura metálica que atrai e conduz o raio em segurança até o solo, onde ele se dissipa de maneira apropriada.

“O raio sempre procura o caminho mais fácil para a terra, e o para-raios faz com que esse caminho não seja outra estrutura, como uma árvore ou uma pessoa”, explica Rewald.

Hélio Eiji Sueta, chefe adjunto da Divisão de Energia e Ambiente do Instituto de Eletrotécnica e Energia da USP, explica que a estrutura conhecida como para-raios, o SPDA (Sistema de Proteção Contra Descargas Atmosféricas), é composto por várias partes, que captam e promovem a descida da descarga elétrica até um sistema de aterramento.

O SPDA é guiado pela norma ABNT 5.419, e profissionais contratados para a instalação e inspeções devem ter total conhecimento dela.

Normas e inspeções O equipamento não tem um prazo de validade, mas por ficar exposto pode sofrer efeitos do sol e da chuva, que comprometem sua eficácia. É por isso que inspeções regulares são necessárias.

“Todo ano deve que ser feita uma inspeção visual, e a cada cinco anos uma inspeção completa. Para estruturas que tenham grande concentração pública, como shoppings, esse intervalo cai para três anos”, afirma Hélio.

“Nas inspeções é visto se há algum componente corroído, se não tem condutor rompido, algo mal instalado. Também é feita a verificação da resistência ômega, que diz quanto o terreno está absorvendo de energia, verificando se o sistema está operante ou não”, completa Rewald.

O especialista do IEE-USP, que é secretário da comissão que está revisando a norma técnica sobre o assunto, explica que outras especificações são definidas pela legislação de cada município.

“Quem estabelece a necessidade e qual tipo de para-raio deve ser usado são os códigos municipais,  mas hoje existe uma instrução dos bombeiros para que eles também façam inspeção dos para-raios e possam dar autorizações para o funcionamento deles”, completa.

Com raios não se brinca

  • Prédios atingidos por raios podem ter o concreto ou até mesmo estruturas metálicas danificados
  • Equipamentos eletrônicos correm risco durante tempestade, mesmo que o prédio tenha para-raios. É prudente tirá-los da tomada e desconectar outras ligações metálicas, tais como fios da antena, de rede de informática, entre outras
  • Locais abertos e com muitas árvores representam perigo. Ambientes fechados e carros são mais seguros para se estar durante uma tempestade
  • Não ande descalço nessas condições, já que, quando um raio atinge o chão, sua descarga se propaga alguns metros pelo solo

Publicado em Empreendimento, Segurança por iCondominial | Nenhum comentário

Deixe um comentário

Você precisa fazer o login para publicar um comentário.

Tecnologia Notebem Tecnologia Hotvia