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Presença e capacidade de gerenciamento do síndico são fundamentais para manter uma boa equipe de funcionários Cumprimentar um porteiro novo a cada mês pode não apenas deixar os moradores do condomínio confusos. A alta rotatividade de funcionários, de acordo com a especialista em RH Eline Kullock, também traz perdas operacionais. “Cada funcionário que sai leva […]

Presença e capacidade de gerenciamento do síndico são fundamentais para manter uma boa equipe de funcionários

Cumprimentar um porteiro novo a cada mês pode não apenas deixar os moradores do condomínio confusos. A alta rotatividade de funcionários, de acordo com a especialista em RH Eline Kullock, também traz perdas operacionais.

“Cada funcionário que sai leva consigo um pedaço da nossa história. É o funcionário que vivenciou situações específicas e memorizou como resolver aquele problema naquele contexto, com um morador específico. Tudo isso terá que ser refeito. E isto custa tempo, dinheiro e investimento pessoal”, afirma.

Muitas vezes atraídos por melhores condições de trabalho em outros ramos, os profissionais do setor abandonam o condomínio antes que seu tempo de adaptação seja respeitado. Para o condomínio, isso significa a perda de um funcionário que, confortável na sua posição e aplicado no serviço, traria ganhos operacionais. Oferecer boas condições de trabalho e ter o síndico gerenciando a equipe pode evitar esta situação.

Problemas do entra e sai Um funcionário que vai embora do condomínio leva com ele uma série de conhecimentos da função e macetes que tornam sua atividade mais proveitosa.

“Quando selecionamos alguém novo temos que treinar esta pessoa de acordo com as normas do condomínio e, neste caso, sobretudo, em relação aos moradores, seus costumes, e como lidar com cada problema e cada situação que surge. Num condomínio nenhum dia é igual ao outro. Há pedidos novos e situações inesperadas que não vivenciamos anteriormente. Assim, com cada funcionário que sai do condomínio, temos que treinar o funcionário novo em toda a gama de possibilidades de situações, o que é muito difícil”, diz Eline.

A pessoa que vai substituir um funcionário, além de não ter o mesmo conhecimento, vai demorar alguns meses até se adaptar. Se ela for embora antes que isso aconteça, os benefícios que devem ser trazidos nem chegam a se concretizar – e assim uma espécie de círculo vicioso vai se alimentando.

“Um colaborador demora em média seis meses para entender como a empresa trabalha, levando em consideração questões técnicas, culturais e organizacionais. Então quando a rotatividade é alta, a empresa perde todo o investimento feito. Além de afetar diretamente o cliente e, nesse caso, os condôminos”, resume Sérgio Miorin, professor de Gestão de Pessoas do IBE-FGV.

O condomínio também sai perdendo do ponto de vista operacional. Um funcionário pouco familiarizado com procedimentos e equipamentos pode cometer erros ou gerar prejuízo de materiais e recursos, como água e energia.

Mantendo os funcionários – É importante lembrar que ninguém “salta fora” por acaso. A rotatividade pode ser resultado de condições de trabalho abaixo das que são oferecidas por outras empresas ou mesmo pelo mercado em geral. Com o mercado aquecido, o trabalhador opta pelo lugar que oferece mais vantagens.

“Entre os principais motivos para a alta rotatividade estão falta de política salarial da empresa e quantidade de benefícios muito abaixo da média da região”, enumera o professor. Um ambiente de trabalho sem estímulos também pesa contra. Ausência de plano de carreira, falta de integração, treinamento e clima desorganizado também levam o funcionário a cogitar uma demissão.

Ou seja: evitar a alta rotatividade está ao alcance de todo condomínio. Salários compatíveis com o mercado e com os condomínios da região, direitos trabalhistas e benefícios afastam a possibilidade de que alguém se demita por motivos financeiros.

Também é preciso oferecer um bom ambiente e um trabalho estimulante.

“As pessoas, de uma forma geral, precisam de atenção, nem sempre sendo a financeira”, observa Miorin. Nesse quesito, é fundamental a presença de um síndico com capacidade de gerenciar funcionários, mantendo uma equipe unida e funcionando bem.

“Os gerentes e o síndico que dispenderem mais tempo com seus recursos humanos certamente terão mais chance de conseguir  uma equipe motivada e engajada. Há mais possibilidades de terem funcionários satisfeitos e conhecedores de suas tarefas”, endossa Eline.

Para manter o time

  • Ofereça salário, benefícios e direitos compatíveis com o mercado e com a região do condomínio
  • Preste atenção ao ambiente de trabalho. É importante que seja agradável
  • Ofereça um plano de carreira para manter o funcionário motivado e produtivo
  • É preciso que o síndico esteja sempre disponível para conversar e atento aos funcionários

Publicado em Recursos Humanos por iCondominial | Nenhum comentário

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